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Joana Cristina Pinto

Joana Cristina Pinto

19
Abr22

Porque as pessoas espirituais ou mais sensíveis a energia sentem mais dificuldade em trabalhar em locais ditos ‘normais’ - uma reflexão

Joana Cristina Pinto

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A uns tempos, numa conversa com a Margarida Neves este tema veio a baila Porque as pessoas espirituais ou mais sensíveis a energia sentem mais dificuldade em trabalhar em locais ditos ‘normais’?“, pois num momento ou outro sentimos está dificuldade em nos adaptarmos aquilo que a sociedade espera, assim como pela nossa experiencia em aconselhamento também chegamos a conclusão que muitas pessoas que se iniciam no processo de autoconhecimento espiritual e abertura a novas energias acabam com este questionamento e com grandes dificuldades em se integrar.

 

Após alguma reflexão e troca de ideias chegamos a alguns pontos que achamos cruciais:

  • Pessoas que se iniciam o desenvolvimento tornam-se mais sensíveis, observadoras e críticas em relação a tudo o que se passa. Seja a forma como as empresas / trabalhos estão organizados, seja a forma como as relações interpessoais se formam e desenrolam.

 

  • Devido ao facto de estarem mais ligadas as suas emoções e a capacidade de viverem no momento presente estão mais atentas e acabam por conseguir antecipar ou mesmo pressentir comportamentos menos positivos.

 

  • Estas pessoas têm um grande sentimento de justiça e do que deve ser correcto, tendo muito dificuldade em se adaptar a estrutura das empresas (o ‘salve-se quem poder’, ‘foco no factor material em deterioramento do humano’ e o ‘vale tudo por poder ou mais dinheiro’).

 

  • Muitas destas pessoas tem como missão de vida criar algo que possa contribuir de forma positiva para a sociedade, sendo que a maioria das empresas está somente focada no ganho material.

 

  • Também existe dificuldade na aceitação das hierarquias existente e como elas se formaram.

 

  • Tem uma maior capacidade de entrega a tudo e acabam por ter dificuldade na dinâmica “entra no trabalho – faz – vai embora”.

 

  • Podem ter dificuldade em gerir a energia do ambiente e mesmo dos colegas.

 

  • Devido ao facto de estas pessoas terem uma grande ânsia pela liberdade e por novas formas de fazer e estar tem muita dificuldade em se moldar as formas antigas e estruturas rígidas das empresas.

 

  • Necessidade de ser visto como pessoa e tratado como tal e não mais um peão ou número numa dinâmica.

 

Mas como estás pessoas se podem alinhar com a vida laboral?

Aqui existem dois caminhos claros, ou jogam o jogo laboral existente e criam a capacidade de gerir aquelas horas e fora criam e inventem em actividades (sejam elas quais forem) que se alinhem com as suas crenças e valores, ou criam novos caminhos.

A maioria das pessoas acaba por gravitar para empregos por conta própria. Mas isto tem que ser feito com muita análise e bom senso pois muitas vezes estas “aventuras” acabam por correr mal por falta de capacidade de gestão e organização. Muitas destas pessoas também não sabem mandar pela sua dificuldade em aceitar hierarquias o que cria problemas de raiz.

 

Como superar a frustração em estar num trabalho comum?

Temos consciência que largar tudo e criar algo novo somente existe num mundo perfeito, e o mundo em que vivemos agora é tudo menos isso, tendo mesmo se tornado num lugar bastante estranho. Logo estas pessoas devem dedicar grande parte do seu tempo livre ao autoconhecimento, auto análise, mudança de crenças e canalização de energia para outras áreas.

A outra solução é mudar crenças e formas de estar no emprego. Encará-lo como uma forma de ganhar dinheiro, fria e racionalmente o trabalho tem que ser visto como uma forma de viver na sociedade. A emoção deve ser retirada deste tema. Essa satisfação e necessidade de mais tem que ser canalizada para outras áreas.

 

Como podem estas pessoas contribuir estando num emprego comum?

Tal como já foi referido anteriormente o autoconhecimento é essencial. É imperativo que se saiba quem são e o que querem, pois só com base nisso podem fazer escolhas que se alinhem com a sua felicidade e bem-estar.

Devem, também saber que mudanças querem criar na sociedade onde se integram, que valor querem criar, onde querem ou podem contribuir, onde podem dar mais.

 

É importante ressaltar que estas pessoas não são preguiçosas ou não querem trabalhar! Somente tem uma forma diferente de ver e estar na vida logo a sua forma de abordar a área profissional também deve ser diferente para se sentir valorado e feliz.

Joana Cristina Pinto & Margarida Neves

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