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Joana Cristina Pinto

Joana Cristina Pinto

13
Mai20

Diferença entre Tarot, Baralhos, Oráculos, ...

Joana Cristina Pinto

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Existem várias ferramentas usadas para adivinhação, trazendo sempre dúvidas do que são e de como funcionam, mas hoje vou falar dos vários tipos de "cartas".

Há quem utilize vários tipos de cartas, que é o meu caso. Mas porque? A meu ver cada baralho / tarot tem uma energia própria associada a si e logo podem usados para diferentes questões. Com isto não quero dizer que tarot mexe com energias negativas ou más! Não! Tarot nada mais são que desenhos em papel, mas a energia necessária para trabalhar com eles é diferente. 

 

Mas vamos lá diferenciar os vários tipos:

Tarot – é o mais tradicional. A sua origem é desconhecida mas remonta ao Séc. XV, podendo mesmo ser anterior. Este é formado por 78 cartas. 22 arcanos maiores e 56 arcanos menores. No mercado existem milhares de interpretações dos tarot tradicionais. A essência da carta mantêm-se mas cada autor dá o seu toque artístico e pessoal as cartas. A venda podemos ver Tarot desde os mais tradicionais aos Tarot com gatos, plantas ou cristais.

 

Oráculos – significa uma previsão do futuro, ou a pessoa ou entidade que faz essa previsão. Também pode indicar a vontade ou palavra de Deus ou de alguma divindade. Além disso, um oráculo poderia ser uma classe de pessoas, como sacerdotes e pitonisas; um lugar específico, como um túmulo ou templo; ou um ritual, como a observação de cartas, dados, cadáveres ou vísceras de animais. Algumas vezes, os oráculos eram feitos através da interpretação de sonhos, do voo dos pássaros, e da leitura das mãos, dai serem mais livres tanto em ilustração e número de cartas. Podemos encontrar o Oráculos dos Anjos, Oráculos das Fadas, Oráculo de Zeus e por ai fora.

 

Baralhos – é o conjunto de cartas que compõem o jogo, assim chamado habitualmente devido ao fato de, antes das repartidas, as cartas serem misturadas ou embaralhadas. Aqui estão incluídos os típicos baralhos de jogar as cartas, sueca, poker,… Podem ter 52 ou 56 cartas. Estes baralhos são usados na cartomancia.

 

Baralho Cigano – ou Lenormand – Lenormand tem origem com a Madame Marie Lenormand que começou a lançar as cartas nas cortes burguesas da europa. O seu método de jogo ficou conhecido como Lenormand. Mais tarde também ficou conhecido também por Baralho cigano, também pelo uso dos ciganos deste método (apesar de muitos ciganos utilizarem o baralho de jogo devido ao ser preço acessível). Este baralho é composto por 36 cartas e todas as cartas tem associação ao comum baralho de jogar, pelo que poderá ter derivado dai.   

Porém e apesar de serem considerados por muitos o mesmo, Baralho Cigano e Lenormand diferem. Lenormand é a linha mais tradicional, sendo associado a Europa havendo várias escolhas de Lenormand sendo a mais conhecida a Alemã e Francesa. O Baralho Cigano, esta associado aos povos ciganos mas sobretudo ao Brasil, onde este baralho é muito utilizado. Entre os dois existem diferenças nas cartas e nos seus significados, dependendo da origem e escola.

 

Mais que o método ou a ferramenta utilizada, o que verdadeiramente conta é a intenção colcacada e forma como se usa estas mesmas ferramentas. Faz o bem e terás o bem.

Joana Cristina Pinto

13
Mai20

Ética do Tarot

Joana Cristina Pinto

Este texto surgiu da necessidade de trazer algumas regras a uma área que a nosso ver é extremamente importante e que, por diversas razões, se encontra um pouco deixada a sua sorte. É preciso estabelecer um código de conduta para o Tarólogo e para que o consulente também saiba como pode navegar nesta área onde existe muita oferta (e nem sempre a mais qualificada e com boas intenções). Pelo que aqui ficam estas simples directrizes que esperamos que possam ajudar.

 

Este texto foi escrito e construído com a colaboração da Margarida Neves da página “Margarida Neves – Tarot”.

  • O Tarólogo pode, e deve cobrar pelas suas sessões, mas este valor deve ficar claro logo de início assim como todas as questões que envolvem serviços pagos devem ficar claros antes do início da sessão – não devendo acrescentar serviços que não forem solicitados pelo consulente. O valor deve considerar a duração da consulta assim como a experiência e habilidade o Tarólogo;

 

  • O Tarólogo deve evitar de contactar o consulente posteriormente à sessão com mensagens e outras situações onde promova venda de serviços;

 

  • O Tarólogo não deve fazer sessões caso não se sinta bem, se sinta ansioso ou excessivamente preocupado;

 

  • O Tarólogo pode se recusar a responder a certas perguntas, tais como questões inapropriadas sobre vida alheia, sobre saúde, pois esta é reservada a médicos especialistas e questões das quais não se sinta confortável em responder, e isto inclui também rejeitar uma consulta se não se sentir confortável com a pessoa ou se achar que está a causar dependência nas cartas; 

 

  • O Tarólogo deve evitar reformular perguntas numa tentativa de a resposta agradar ao seu consulente, deve sempre ser verdadeiro com o consulente, objetivo nas suas respostas e evitando respostas pouco claras que acabem por causar mais confusão ao seu consulente;

 

  • O Tarólogo tem o direito de ocultar informação caso se aperceba que esta pode causar um grande sofrimento, como por exemplo a morte de alguém. O Tarólogo não tem direito de causar dor na pessoa somente porque viu algo nas cartas;

 

  • O Tarólogo não deve julgar ou criticar opções sexuais, religiosas ou políticas, nem deixar que isso influencie a sessão por não partilhar das mesmas opiniões. Deve ser totalmente imparcial;

 

  • O Tarólogo tem o dever da confidencialidade, por isso Tarólogo não deve fazer comentários, identificando o consulente, a outras pessoas. Assim como o consulente não tem o direito de falar sobre outros colegas e fazer comentários sobre o mesmo em consultas, sendo assim o Tarólogo não deve fazer comentários sobre leituras dos colegas de forma depreciativa;

 

  • Tarólogo deve informar que as cartas indicam, mas não determinam. O Tarot lê a energia do momento e apresenta a direção que ela se encaminha. Assim sendo o Tarólogo deve informar o consulente das opções e não o influenciar a tomar decisão que achas mais correta, por isso deve respeitar o livre arbítrio do consulente.

 

Joana Cristina Pinto e Margarida Neves

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